A Biblioteca Comunitária Antônio Tavernard esta passando por mudanças em seus serviços face a iminência de entrega do prédio onde funcionou com suas atividades.
Atualmente os serviços e o acervo da Biblioteca estão sob pro cesso de nova organização.
Fonte: Biblioteca Tavernard
quarta-feira, 30 de maio de 2018
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
OBRAS DO POETA TAVERNARD CHEGAM NA BIBLIOTECA COMUNITARIA
A Biblioteca Comunitária Antonio Tavernard foi agraciada com a doação de dois títulos literários em homenagem ao saudoso escritor e poeta icoaraciense.
Tratam-se das obras SONETOS DE TAVERNARD organizado pelo escritor paraense Alfredo Garcia.
O livro reúne diversos sonetos de Antônio
Tavernard (1908-1936), emblemático poeta nascido no Pará, mais precisamente no
distrito de Icoaraci. “Os poemas haviam sido publicados apenas em uma recolha
dos textos do poeta em 1986, quando do cinquentenário de morte dele, pelo
Conselho Estadual de Cultura do Pará” explicou Alfredo Garcia.
“Agora voltam aos leitores em um livro com
ortografia atualizada, um pequeno estudo crítico que escrevi e uma cronologia,
no ano anterior ao dos 110 anos de nascimento do poeta, a ser celebrado em 2018”,
completou. O organizador do livro disse que os sonetos foram retirados do primeiro
volume das Obras Completas do poeta e que não há nenhum soneto inédito do poeta
no livro.
Para Alfredo Garcia, o lançamento do livro é
de grande importância para a literatura brasileira. “Principalmente por ser um
autor pouquíssimo lembrado por editoras regionais e desconhecido pelas
nacionais. A Imprensa Oficial cumpre, com esse livro, um papel primordial de
difusora da cultura do Pará, através da palavra impressa”, pontuou.
“Leitor
e admirador da obra do jovem escritor, Garcia não mediu esforços para reunir
estes sonetos – escritos na Vila Sorriso; quiçá na solidão do Rancho Fundo de
Tavernard – para trazer ao leitor uma mostra da mente “torrencial” (para usar o
termo dalcidiano quando se refere ao poeta) do jovem que, não tendo chegado aos
trinta anos, sofreu os altos e baixos dos exílios de paixões e saudades”,
analisa a jornalista Carmen Palheta, que assina a orelha do Livro, editado pela
IOE.
Fonte: QUADROS, Ronaldo. http://www.ioepa.com.br
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| Obras doadas para enriquecer ainda mais o acervo da Biblioteca Comunitária. |
O autor é o
professor Benilton Cruz, do Curso de Letras do Campus Abaetetuba – UFPA. A
publicação aborda Antônio Tavernard, Paulo Plínio Abreu, Mário Faustino, Max
Martins e as semelhanças entre eles. O livro “Moços & Poetas” foi lançado
durante a palestra “Mito e Poesia” na cidade de Abaetetuba. O livro foi publicado em Belém pela Livrara
Fox.
Moços
& Poetas – O
livro, assim como o projeto de pesquisa, tem o mesmo alicerce, a literatura
Amazônica: “Quando eu comparei esses quatro poetas, encontrei muitas
semelhanças em suas escrituras. Há, de certa forma, um diálogo entre eles, em
questões relacionadas a temas, linguagens, influências e a forma de expressão
da poesia. O livro Moços & Poetas é fruto dessa comparação, e em especial
porque enfoquei a juventude de cada um deles(...)”, conta o autor do livro.
Como
o professor doutor Benilton Cruz destaca que a literatura produzida na Amazônia
é pouco lida e pouco divulgada, o livro e o trabalho têm como um dos objetivos
a expansão do interesse acadêmico nesse tema: “Quero atingir em especial o
estudante de Letras, iniciá-los na leitura e conhecimento desses grandes poetas
que viveram em Belém do Pará e que contribuíram para mudar radicalmente a forma
como se escreve a poesia na Amazônia”, confirma.
Importância
– Além de
incentivar a leitura dos autores, a pesquisa também tem o princípio de tratar
temas interessantes com base nos quatro escritores estudados. “A importância de
se estudar autores da literatura na Amazônia é que encontraremos sempre temas
interessantes para serem tratados, como por exemplo, a forma como Paulo Plínio
Abreu trabalhou o mito de Orfeu, ou como Tavernard lida com essa aura poética
da juventude e do difícil tema da alegria na poesia – e o mais importante, Tavernard
como um ‘atleta’ da palavra, essa mesma categoria metapoética encontrada em
Mário Faustino”, conclui o professor.
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| A doação sendo recebida pelo Sr. Valdemir Silva, coordenador do projeto, recebido do Sr. André, tendo ao fundo o poeta Tavernard. |
sábado, 28 de outubro de 2017
CENTENÁRIO DA ESCRITORA PARAENSE LINDANOR CELINA
A Biblioteca Comunitária Antonio Tavernard vem congratular-se com às celebrações do Centenário de nascimento da escritora paraense LINDANOR CELINA COELHO CASHA assinalados no dia 21 de outubro de 2017.
Sua breve biografia.....
| Fonte: Memória da Literatura do Pará |
Sua breve biografia.....
Lindanor nasceu em Castanhal, mas, como ela mesmo afirmava, abriu os olhos para o mundo no município de Bragança. Aos 11 anos de idade, mudou-se para Belém
e foi interna do Colégio Santo Antônio. Retornou para Bragança como
professora, foi aprovada em concurso público federal e nomeada para a
cidade de São Luis, casando-se antes de 18 anos de idade na capital maranhense.
Ao ser transferida para Belém, obteve a primeira colocação no concurso nacional promovido pela Aliança Francesa,
instituição da qual era aluna. O tema do teste foi a estação de sua
preferência. "Eu não conhecia o outono, mas tinha uma paixão por essa
estação porque havia lido o Verlaine, eu já cronicava desde 1954, no
jornal Folha do Norte, e este concurso foi em 1957". O prêmio foi uma
viagem a Paris, onde mais tarde viveria, com os três filhos para criar e
separada. Na Folha, escreveu muitos anos na coluna "Minarete". Conviveu
com vários jornalistas, poetas e escritores da cidade, mas quem
acreditou no trabalho dela foi Machado Coelho, autor da orelha do romance Breve Sempre, em seguida Dalcídio Jurandir e depois o filósofo Benedito Nunes.
No ano de 1963, publicou seu primeiro livro, o romance Menina que vem de Itaiara. Foi citada como romancista de costumes pelo crítico Afrânio Coutinho, em virtude das "cenas e situações do livro que mostram a boa observação da autora".
[1] O Estado de S. Paulo escolhe o romance como "o livro do semestre",[2] marco inicial de uma fecunda trajetória literária, abrindo caminho para Estrada de tempo-foi, Breve sempre, Pranto por Dalcídio Jurandir, A viajante e seus Espantos, Diário da Ilha e Eram assinalados.
Lindanor Celina enriqueceu a literatura regional da Amazônia e é
considerada como romancista moderna, mais precisamente pós-moderna[4] por causa da fusão do cotidiano com o ficcionismo mostrado em suas obras.
Obras publicadas.....
- Menina que vem de Itaiara (primeiro romance - 1953, reeditado em 1995)
- Estradas do tempo-foi (romance, menção especial do III Prêmio Walmap de Literatura em 1969, publicado em 1971)
- Breve sempre (romance, menção honrosa do IV Prêmio Walmap de Literatura em 1971, publicado em 1973)
- Afonso contínuo, santo de altar (romance - 1986)
- Diário da ilha: crônicas (1992)
- Eram seis assinalados (romance - 1994)
- Crônicas intemporais (publicado post-mortem em 2003)
- Para Além dos Anjos: Aquele Moço de Caen (romance - escrito em 1973, publicado post-mortem em 2003)
domingo, 22 de outubro de 2017
BIBLIOTECA TAVERNARD COMEMORA MAIS UM DIA DAS CRIANÇAS COM MUITA ALEGRIA E BRINCADEIRAS PARA A COMUNIDADE
A tradicional festa pelo Dia das Crianças, este ano em sua 16ª edição, como não poderia de ser foi marcada por muita alegria, brincadeiras, leitura, música e muita diversão para às crianças da comunidade atendida pela Biblioteca Comunitária Antonio Tavernard.
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| Brincadeiras e muita diversão no calçadão da Biblioteca Tavernard. |
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| Voluntários da Biblioteca Tavernard promovendo a programação cultural 2017. |
O evento ocorreu no dia 12 de outubro entre 16:00h às 20:30h com uma vasta programação cultural:
- Jogos educativos e lúdicos: dama, tênis de mesa, jogo de botão e pebolim;
- Brincadeiras tradicionais:pula no saco, pata cega, joga a bola no cesto;
- Soletrando na Biblioteca: momento bastante interessante onde as crianças testaram seus conhecimentos;
- Mediação de Leitura: com narrativas de algumas historias infantis;
- Músicas;
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| As crianças aproveitando a programação cultural na Biblioteca Tavernard. Parabéns pelo seu Dia. |
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| As crianças encantadas com o personagem infantil. |
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| Mickey Mouse: personagem infantil que esteve presente no Dia das Crianças visitando a Biblioteca Tavernard. |
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| Pintura facial pelo colaborador da Rede Rio de Letras, parceiros na Rede de Bibliotecas. |
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| Coral de Flautas da Biblioteca Tavernard na apresentação pelo Dia das Crianças. |
As crianças apresentaram cerca de seis músicas, pois apesar do nervosismo, souberam muito bem agradar os presentes (inclusive os pais e responsáveis) com repertório diversificado. Foi linda a apresentação.
Antes do final da programação foi servido um gostoso lanche aos participantes.
Fonte: Biblioteca Tavernard
terça-feira, 10 de outubro de 2017
109 ANOS DE NASCIMENTO DO POETA TAVERNARD
A Biblioteca Comunitária Antonio Tavernard parabeniza pelos 109 anos de nascimento do poeta TAVERNARD.
Parabéns ao patrono da Biblioteca Comunitária.
109 de
nascimento do POETA TAVERNARD
10.10.1908 – 02.05.1936
10.10.1908 – 02.05.1936
Antônio de Nazareth Frazão Tavernard
Nasceu em 10
de outubro de 1908, na antiga Vila de São João de Pinheiro, atual Icoaraci. Na
Rua Siqueira Mendes nº 585, onde hoje localiza-se a Casa do Poeta.
Deixou um legado de poesias e prosas que valorizam
a cultura regional amazônica;
Filho do
teatrólogo Othílio de Alencar Tavernard e Marietta Frazão Tavernard;
Após o
nascimento do futuro poeta, mudou-se para a Av. Conselheiro Furtado, esquina da
Generalíssimo Deodoro, em Belém no Retiro São Benedito, onde foi construído o Rancho
Fundo (casebre de madeira);
Em 1926,
entrou na Faculdade de Direito do Pará, mas não concluiu o primeiro ano em
razão da hanseníase;
Maior parte de suas obras foram produzidas quando ficou doente, sofreu
por dez anos de hanseníase e ficou isolado no Rancho Fundo;
Em 1930, publicou o livro “Fêmea”, trata-se de um conjunto
de contos;
Lançou no
mesmo ano a comédia “A menina do 20.000”, em parceria com Fernando de
Castro;
Escreveu em
seguida: “A casa da viúva Costa”; “Seringadela”; “Que tarde”
e “Parati”;
Escreveu
ainda “Epopéia Azul”, trata-se de um canto de amor pelo Clube do Remo,
além de ter escrito a Letra do Hino Oficial do clube azulino;
Tavernard
gostava de livros e era extremamente sensível;
Mesmo com
poucos anos de vida, conseguiu deixar uma vasta
produção de poesias e prosas;
No dia 02 de
maio de 1936, um ataque cardíaco fulminante tirava a vida do talentoso poeta
icoaraciense.
Cada
um dá o que tem!
-
diz o adágio, evangelista da sinceridade !....
Eu
digo também,
Pensando
nos meus sonhos vãos, dispersos....
Cada
um dá o que tem!
Ah!
Que verdade!......
A
vida deu-me a dor, eu dou-lhe versos......
Obras
reunidas de Antônio Tavernard, 1986, pág.47. In: TAVERNARD, Antonio. Místicos
e Bárbaros, 1953.
Similitudes
Nasci
em frente ao mar.
Meu
primeiro vagido.
Misturou-se
ao fragor do seu bramido.
Tenho
a vida do mar!
Tenho
a alma do mar !
A mesma
inquietude indefinível,
que nele é onda, e é em mim anseio,
faz-nos tremer, faz-nos fremir, faz-nos vibrar.
Às vezes, creio
que da minha loucura do impossível
sofre também o mar.
Tenho a sua amplidão iluminada
- o meu amor; e seu velário de brumas
- minha mágoa.
que nele é onda, e é em mim anseio,
faz-nos tremer, faz-nos fremir, faz-nos vibrar.
Às vezes, creio
que da minha loucura do impossível
sofre também o mar.
Tenho a sua amplidão iluminada
- o meu amor; e seu velário de brumas
- minha mágoa.
Ruge a
tormenta... e o que ele faz com a frágua:
embates colossais,
faço com a minha fé petrificada...
té que tudo se extingue em turbilhões de espumas
e de lágrimas... Destinos abismais!...
Guarda em si tempestades que estraçoam,
Cóleras formidáveis em mim guardo...
Sobre o meu pensamento, idéias voam,
voam alciões sobre o seu dorso pardo...
Meu gigantesco irmão,
Senhor do cataclismo,
se tens, por coração, um negro abismo,
eu tenho, por abismo, um coração.
Dentro de ti, quantos naufrágios, quantos,
de naves rotas pelos vendavais?!...
E, dentro de mim, sob aguaçais de prantos,
quantos naufrágios, quantos, quantos,
de sonhos, de ilusões e de ideais?!...
Faço trovas a alguém que não posso beijar
tal como tu, na angústia de querê-las
sem as poder tocar,
fazes, nas noites brancas de luar,
serenatas inúteis às estrelas...
Sou bem fraco, porém, e tu és forte...
Nada te vencerá, há de vencer-me a morte...
Embora!... Mar morto, água dormida
que por mais nada nem de leve ondeia,
hei de deixar meus versos pela vida,
como tu deixas âmbar pela areia!...
embates colossais,
faço com a minha fé petrificada...
té que tudo se extingue em turbilhões de espumas
e de lágrimas... Destinos abismais!...
Guarda em si tempestades que estraçoam,
Cóleras formidáveis em mim guardo...
Sobre o meu pensamento, idéias voam,
voam alciões sobre o seu dorso pardo...
Meu gigantesco irmão,
Senhor do cataclismo,
se tens, por coração, um negro abismo,
eu tenho, por abismo, um coração.
Dentro de ti, quantos naufrágios, quantos,
de naves rotas pelos vendavais?!...
E, dentro de mim, sob aguaçais de prantos,
quantos naufrágios, quantos, quantos,
de sonhos, de ilusões e de ideais?!...
Faço trovas a alguém que não posso beijar
tal como tu, na angústia de querê-las
sem as poder tocar,
fazes, nas noites brancas de luar,
serenatas inúteis às estrelas...
Sou bem fraco, porém, e tu és forte...
Nada te vencerá, há de vencer-me a morte...
Embora!... Mar morto, água dormida
que por mais nada nem de leve ondeia,
hei de deixar meus versos pela vida,
como tu deixas âmbar pela areia!...
Obras
reunidas de Antônio Tavernard, 1986, pág. 82-83. In: TAVERNARD, Antonio. Místicos
e Bárbaros, 1953.
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